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Glauber Braga é arrancado à força da presidência

Glauber foi finalmente removido à força pelos policiais legislativos.

A Câmara dos Deputados viveu um dos episódios mais tensos de 2025 nesta terça-feira (9). Por volta das 18h, o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi arrancado à força da cadeira da Presidência, após se recusar a deixar o posto em protesto contra seu processo de cassação e contra votações que buscam aliviar a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Glauber assumiu a mesa diretora no início da tarde e afirmou que não se moveria. Para ele, o processo movido pelo Partido Novo é político e ocorre exatamente quando a Câmara tenta avançar em projetos que favorecem o ex-presidente.

Durante o protesto, Glauber expôs o tratamento desigual da Casa diante de situações semelhantes:

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“Pedi ao presidente Hugo Motta que tivesse 1% da firmeza comigo que teve com aqueles que sequestraram a mesa diretora por 48 horas”, afirmou o deputado, lembrando que parlamentares da direita permaneceram dois dias inteiros ocupando a Mesa da Câmara, em agosto, sem qualquer ação repressiva da Polícia Legislativa.

O contraste ficou ainda mais evidente com o desenrolar da tarde: a Polícia Legislativa evacuou o plenário, retirou a imprensa e a TV Câmara cortou sua transmissão às 17h34, impedindo que o público acompanhasse o que acontecia dentro da Casa. Jornalistas denunciaram cerceamento de trabalho e parlamentares apontaram abuso.

Às 18h08, Glauber foi finalmente removido à força pelos policiais legislativos, menos de três horas após iniciar o protesto. Deputados de oposição afirmam que a ação foi desproporcional e tinha como objetivo encerrar rapidamente a manifestação do psolista antes da votação de pautas que favorecem Bolsonaro.

O episódio reacende a disputa interna pelo controle da Câmara, especialmente após o desgaste do presidente Hugo Motta, que já havia sido pressionado pela base bolsonarista no episódio da ocupação de dois dias. Agora, a Casa enfrenta críticas por aplicar dois pesos e duas medidas: tolerância máxima quando o protesto veio da direita e repressão imediata quando partiu de Glauber Braga.

Enquanto o processo de cassação contra o deputado avança com rapidez incomum, a oposição denuncia perseguição política e tenta barrar o que chama de “manobras para blindar Bolsonaro”.

Em sua conta no X (antigo Twitter), o Ministro Guilerme Boulos afirmou que a Câmara agiu com o autoritarismo semelhante ao da ditadura ao expulsar a imprensa do plenário e encerrar a transmissão.

“Hoje a Câmara viveu momentos autoritários que nem mesmo na ditadura aconteceu: expulsou a imprensa do plenário e interrompeu a transmissão da TV Câmara. No mesmo dia em que tentam aliviar a pena de Bolsonaro retiraram Glauber Braga à força da Mesa. Inaceitável! Minha solidariedade, Glauber!”

Afirmou Guilherme Boulos.


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