As vaias a Bruno Cunha Lima marcaram a cerimônia de posse do novo reitor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), realizada nesta segunda-feira, 15 de dezembro. O evento oficializou a nomeação do professor Camilo Allyson Simões de Farias pelo Ministério da Educação (MEC). No entanto, a solenidade também se tornou um termômetro político e expôs a baixa popularidade do prefeito entre a comunidade acadêmica.
A cerimônia reuniu diversas autoridades. Entre elas, estavam o ministro da Educação, Camilo Santana, e o senador Veneziano Vital do Rêgo. Durante o ato, o ministro destacou o compromisso do governo federal com a democracia e com a autonomia das universidades federais. Esse discurso ganhou relevância após anos de tensão institucional no setor educacional.
Por outro lado, a presença do prefeito Bruno Cunha Lima gerou forte reação negativa. As vaias a Bruno Cunha Lima se repetiram em vários momentos e chegaram a interromper falas durante a solenidade. O clima de hostilidade chamou a atenção do público presente, formado majoritariamente por estudantes, professores e servidores da UFCG.
Vídeo com vaias a Bruno Cunha Lima na UFCG repercute nas redes sociais
Um dos momentos mais emblemáticos foi registrado em vídeo pela equipe do Atual PB. Nas imagens, é possível ouvir claramente gritos de “Fora Cunha Lima”. A gravação circulou rapidamente nas redes sociais e em grupos de WhatsApp. Com isso, o episódio ganhou ainda mais repercussão política.
Em publicação no Instagram do Atual PB, o vídeo já ultrapassava 60 mil visualizações. O alcance reforçou o impacto do ocorrido e ampliou o debate sobre a gestão municipal. Para analistas da cena local, as vaias a Bruno Cunha Lima refletem um desgaste acumulado, especialmente entre setores ligados à educação pública.
Historicamente, a UFCG mantém forte engajamento político e social. Por isso, manifestações desse tipo costumam expressar insatisfações mais amplas. Nesse sentido, a repetição das vaias durante um evento institucional de grande porte indica dificuldades de diálogo entre a Prefeitura e parte significativa da comunidade acadêmica.
Além disso, o contraste foi evidente ao longo da cerimônia. Enquanto o ministro Camilo Santana recebeu aplausos ao defender a democracia e o fortalecimento das universidades federais, o prefeito foi alvo direto de protestos. Esse cenário reforça a percepção de queda na popularidade de Bruno Cunha Lima, sobretudo em espaços críticos a políticas de austeridade, cortes na educação e falta de investimentos públicos.
Portanto, as vaias a Bruno Cunha Lima durante a posse do novo reitor da UFCG não podem ser tratadas como um fato isolado. O episódio sinaliza um alerta político importante. Em um contexto de reorganização do cenário local e nacional, a manifestação expõe o distanciamento entre a gestão municipal e setores estratégicos da sociedade campinense.
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