Salário mínimo para órfãos do feminicídio passa a ser um direito garantido por lei federal no Brasil. Diante do crescimento alarmante dos casos de feminicídio, o Congresso Nacional avançou na criação de políticas públicas voltadas às vítimas indiretas dessa violência. Nesse contexto, a nova legislação assegura o pagamento de um salário mínimo mensal a crianças e adolescentes de baixa renda que perderam suas mães em crimes de feminicídio.
Além de reconhecer a gravidade do problema, a medida busca oferecer amparo financeiro e proteção social a uma das parcelas mais vulneráveis dessas tragédias: os órfãos. Assim, o Estado passa a assumir parte da responsabilidade pelos impactos sociais e econômicos deixados por esses crimes.
Como funciona a lei que estabelece salário mínimo a filhos de vítimas de feminicídio
Diante desse cenário, a nova legislação estabelece critérios objetivos. O benefício garante um salário mínimo mensal aos filhos que tinham menos de 18 anos na data do assassinato da mãe. Além disso, para ter acesso à ajuda, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até um quarto do salário mínimo, atualmente equivalente a R$ 379,50.
De acordo com a procuradora de Justiça Criminal Nathalie Malveiro, o Estado tem responsabilidade direta nesses casos. “O Estado é corresponsável pela morte dessas mulheres e, por isso, deve uma pensão às crianças que ficam órfãs dos feminicídios”, afirma.
Avanço na proteção social
Portanto, a nova lei representa um avanço significativo no reconhecimento dos impactos da violência de gênero. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de políticas públicas permanentes que garantam proteção, dignidade e justiça às crianças e adolescentes afetados pelo feminicídio no Brasil.
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