Hytalo Santos, dono do Bar do Cuscuz e influenciadores são alvos de operação
A operação contra lavagem de dinheiro deflagrada nesta quarta-feira (1º) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) teve como principais alvos o influenciador Hytalo Santos, o empresário Jocélio Costa, proprietário da rede Bar do Cuscuz, e outros investigados por suposto envolvimento em um esquema ligado à exploração de apostas ilegais.
Além deles, a Justiça também autorizou mandados de busca e apreensão contra Israel Natã, a empresa Bilhete Premiado e os investigados Cícero Fabiano e Nilson Silva.
Investigação aponta empresário como sócio oculto
Segundo o Ministério Público, Jocélio Costa seria sócio oculto e investidor estratégico da empresa Fartura Premiações, apontada como peça central do suposto esquema.
Além disso, a investigação afirma que o empresário teria exigido que sua participação permanecesse em sigilo. Conversas extraídas de aparelhos eletrônicos sustentam essa suspeita, de acordo com os investigadores.
Ainda conforme o relatório, a estrutura do Bar do Cuscuz teria servido para entregar malotes de dinheiro em espécie aos influenciadores Hytalo Santos e Israel Natã.
A defesa de Jocélio Costa informou que aguarda acesso aos autos do processo antes de se manifestar sobre as acusações.
Hytalo Santos e Israel Natã também são investigados
De acordo com o Ministério Público, Hytalo Santos idealizou o suposto esquema e utilizava as redes sociais para divulgar as ações da organização. Os investigadores afirmam ainda que o influenciador produzia conteúdos com adolescentes para ampliar o alcance das publicações.
Já Israel Natã, esposo de Hytalo Santos, teria administrado a movimentação financeira do grupo. Segundo a investigação, ele coordenava os recursos, mantinha contato com contadores e participava da compra de bens de alto valor para ocultar a origem do dinheiro.
Justiça aponta indícios de organização criminosa
Ao autorizar a operação contra lavagem de dinheiro, a juíza Michelline Jatobá afirmou que os elementos apresentados pelo Gaeco e pela Draco indicam a possível existência de uma organização criminosa com divisão de funções voltada à prática de lavagem de dinheiro.
Segundo o Ministério Público, a estrutura utilizava a marca Fartura Premiações e a chamada “Turma do HS” para dar aparência de legalidade a recursos que teriam origem em atividades ilícitas.
Agora, os investigadores vão analisar todo o material apreendido durante as buscas. Em seguida, Gaeco e Draco terão até 60 dias para concluir essa etapa da investigação.
