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Brasil nega vistos a enviados dos EUA antes das eleições

Governo brasileiro negou vistos a dois funcionários dos Estados Unidos que pretendiam discutir liberdade de expressão nas eleições de 2026.

O governo brasileiro negou os vistos de entrada de dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam visitar o país para tratar de temas relacionados às eleições de 2026. A decisão foi confirmada neste sábado (25) pelo Ministério das Relações Exteriores.

Os vistos foram negados na sexta-feira (24). Segundo o Itamaraty, o pedido envolvia o subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson.

Governo apontou contexto eleitoral

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os representantes norte-americanos pretendiam se reunir com autoridades eleitorais brasileiras para discutir questões ligadas à liberdade de expressão durante o processo eleitoral.

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No entanto, o governo brasileiro afirmou que o pedido ocorreu logo após um encontro entre diplomatas e políticos brasileiros que levantaram suspeitas sobre a segurança das urnas eletrônicas.

Por isso, o Itamaraty considerou que a visita poderia representar uma instrumentalização política em pleno período eleitoral e decidiu negar os vistos.

Debate sobre urnas voltou ao centro da disputa

A discussão ganhou força depois que o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou, sem apresentar provas, que as urnas eletrônicas brasileiras seriam da empresa venezuelana Smartmatic.

A declaração ocorreu durante um evento com diplomatas realizado em Brasília na última segunda-feira (21).

TSE rebateu informação

Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas nem softwares utilizados nas eleições brasileiras.

Segundo o tribunal, servidores e técnicos da Justiça Eleitoral desenvolveram as urnas eletrônicas. Além disso, empresas contratadas por meio de licitação pública fabricam os equipamentos sob coordenação direta do TSE.

O tribunal afirmou ainda que esse modelo garante segurança, transparência e controle sobre todo o processo eleitoral.

Com informações da Agência Brasil.

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