Os Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Agentes de Combate às Endemias (ACEs) de Campina Grande podem iniciar uma greve a partir da próxima segunda-feira (11) devido ao atraso no pagamento dos salários. A paralisação foi anunciada pelo presidente do Sindras, Giovanni Freire, em vídeo divulgado nas redes sociais da entidade.
Segundo o dirigente sindical, os profissionais ainda não receberam os salários referentes ao mês de abril. Além disso, ele afirmou que a gestão municipal havia prometido efetuar o pagamento dentro do mês trabalhado, o que não ocorreu. Diante disso, a categoria decidiu, em assembleia, adotar medidas mais duras caso a situação não seja regularizada.
Greve pode começar após prazo do quinto dia útil
Giovanni Freire afirmou que os trabalhadores aguardam o pagamento até o quinto dia útil, que se encerra na sexta-feira (8). Caso o depósito não seja realizado até essa data, os ACSs e ACEs de Campina Grande devem iniciar uma greve já na segunda-feira (11).
De acordo com ele, a mobilização está marcada para começar às 9h, em frente à Secretaria Municipal de Saúde. Assim, os profissionais pretendem pressionar a gestão por uma solução imediata para o problema.
Categoria denuncia desrespeito e cobra solução
No pronunciamento, o presidente do sindicato classificou a situação como um “grande desrespeito” aos profissionais de saúde. Ele também destacou que o atraso ocorre justamente no mês dedicado aos trabalhadores, o que amplia a insatisfação da categoria.
Além disso, Giovanni reforçou que os agentes seguem desempenhando suas funções normalmente, mesmo sem receber os salários. Por isso, a possibilidade de paralisação surge como forma de cobrar o cumprimento das obrigações por parte da gestão municipal.
Impacto pode afetar serviços básicos de saúde
Caso a greve seja confirmada, serviços essenciais de atenção básica e combate às endemias em Campina Grande podem ser afetados. Isso porque os ACSs e ACEs atuam diretamente nas comunidades, realizando visitas domiciliares, prevenção de doenças e acompanhamento de famílias.
Dessa forma, a paralisação pode impactar diretamente a população, especialmente nas áreas mais vulneráveis. Enquanto isso, a categoria aguarda um posicionamento da gestão municipal sobre a regularização dos salários atrasados.
