Os EUA bombardeiam Venezuela e sequestram Maduro, segundo comunicado oficial emitido pela República Bolivariana da Venezuela neste sábado (3). O governo venezuelano classificou a ação como uma “gravíssima agressão militar” promovida pela atual administração dos Estados Unidos contra o território nacional e contra o povo venezuelano.
De acordo com a nota, os ataques atingiram alvos civis e militares em Caracas, capital do país, além dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O governo afirma que a ofensiva ocorreu de forma coordenada e representa uma escalada sem precedentes contra a soberania venezuelana.
Venezuela acusa violação da Carta da ONU
No comunicado, o governo bolivariano afirmou que os EUA bombardearam a Venezuela e sequestraram Maduro em clara violação da Carta das Nações Unidas. Segundo o texto, a ação fere diretamente os princípios da soberania, da igualdade entre os Estados e da proibição do uso da força.
Além disso, Caracas alerta que a ofensiva coloca em risco a paz e a estabilidade internacional, especialmente na América Latina e no Caribe. Para o governo venezuelano, o ataque ameaça a vida de milhões de pessoas e pode provocar consequências regionais graves.
Objetivo seria controlar petróleo e recursos estratégicos
Ainda segundo a nota oficial, o ataque teria como objetivo a apropriação dos recursos estratégicos da Venezuela, em especial o petróleo e os minerais. O governo afirma que Washington tenta quebrar, pela força, a independência política do país.
“O objetivo deste ataque é se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela”, afirma o comunicado, que também resgata episódios históricos de resistência nacional. A gestão bolivariana lembra que o país enfrenta pressões externas desde 1811 e cita declarações históricas contra intervenções estrangeiras.
Estado de emergência e mobilização militar
Diante do cenário, o governo anunciou a ativação imediata de todos os planos de defesa nacional. O presidente Nicolás Maduro teria decretado estado de perturbação externa em todo o território venezuelano.
Além disso, o Comando de Defesa Integral da Nação foi colocado em prontidão máxima. Segundo o governo, há mobilização conjunta das Forças Armadas, forças policiais e organizações populares para garantir a soberania e a ordem interna.
Venezuela promete denunciar EUA em organismos internacionais
Por fim, a diplomacia venezuelana informou que levará o caso ao Conselho de Segurança da ONU, ao secretário-geral das Nações Unidas, à CELAC e ao Movimento dos Países Não Alinhados. O objetivo é exigir condenação internacional e responsabilização do governo dos Estados Unidos.
O comunicado encerra com um apelo à solidariedade internacional e reafirma que a Venezuela se reserva o direito de exercer legítima defesa, conforme o Artigo 51 da Carta da ONU.
Com informações do ICL Notícias.
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