Profissionais contratados para atuar na retirada de peixes mortos e resíduos do Açude Velho denunciam que a Prefeitura de Campina Grande não efetuou o pagamento pelo serviço realizado. Além disso, eles denunciam tratamento desrespeitoso, intimidações e abandono por parte da gestão municipal após a conclusão dos trabalhos.
Durante a operação, os trabalhadores lidaram com um cenário extremo. Em meio à lama, ao forte odor e à exposição direta a material em decomposição, o grupo executou jornadas exaustivas para remover cerca de 10 toneladas de peixes mortos. Ainda assim, mesmo após a finalização do serviço, o pagamento prometido não chegou.
Enquanto isso, imagens da limpeza circularam amplamente nas redes oficiais e em divulgações institucionais, reforçando a narrativa de uma resposta rápida da Prefeitura ao desastre ambiental. Contudo, segundo os próprios trabalhadores, esse reconhecimento ficou restrito à propaganda. Na prática, o compromisso financeiro não foi cumprido.
Diante disso, a situação passou a gerar indignação. Para os profissionais, a gestão municipal utilizou o esforço coletivo como vitrine política e descartou os trabalhadores logo depois, ignorando a realidade enfrentada por quem esteve na linha de frente da limpeza.
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Crise administrativa marca gestão municipal de Campina Grande
As denúncias ganharam repercussão após a divulgação de vídeos nas redes sociais, nos quais os trabalhadores relatam o atraso e as condições vividas durante a operação. O caso se soma, inclusive, a outros episódios recentes de atrasos de pagamento envolvendo áreas como saúde e educação, ampliando o desgaste da administração municipal.
Assim, o episódio do Açude Velho deixa de ser apenas um problema ambiental e passa a escancarar uma crise administrativa. Mais uma vez, quem executa o trabalho essencial segue invisibilizado, enquanto a Prefeitura acumula cobranças e silencia diante das denúncias.