No Serasa: servidores pagam empréstimos, mas a Prefeitura de Campina Grande não repassa aos bancos. A denúncia feita por trabalhadores efetivos do município revela um problema grave que já resultou na negativação indevida de servidores, mesmo com os descontos realizados corretamente nos contracheques.
Descontos aparecem em folha, mas dívida segue ativa
Servidores públicos afirmam que as parcelas dos empréstimos consignados são descontadas mensalmente, de forma regular, diretamente na folha de pagamento. No entanto, ao buscar crédito ou realizar compras, muitos foram surpreendidos com restrições no Serasa.
Além disso, comprovantes mostram que o desconto ocorreu normalmente. Ainda assim, as instituições financeiras apontam falta de pagamento. Segundo os servidores, o valor descontado não estaria sendo repassado aos bancos pela gestão municipal.
Prefeitura recolhe, mas não transfere valores aos bancos
O centro da denúncia é direto. A Prefeitura de Campina Grande desconta os valores dos salários, mas não conclui o repasse às instituições financeiras. Com isso, os contratos entram em inadimplência, mesmo já tendo sido pagos pelos trabalhadores.
Como resultado, no Serasa, servidores pagam empréstimos, mas aparecem como devedores, sem qualquer responsabilidade direta sobre a falha administrativa. O servidor não controla o fluxo do repasse, apenas cumpre com o pagamento.
Nome sujo gera constrangimento e prejuízos
A negativação indevida tem causado impactos profundos. Servidores relatam constrangimento em estabelecimentos comerciais, bloqueio de crédito e dificuldades para honrar compromissos básicos. Além disso, o problema afeta o planejamento financeiro e o sustento familiar.
Ao mesmo tempo, cresce a indignação. O trabalhador paga a dívida, mas precisa provar que não é inadimplente. Esse cenário compromete a dignidade de quem mantém os serviços públicos funcionando diariamente.
Questionamento segue sem resposta oficial
Entre os servidores, a pergunta é simples e ainda sem resposta:
Se o dinheiro foi descontado do salário, por que não chegou ao banco?
Até o momento, a Prefeitura de Campina Grande não apresentou explicações públicas nem um plano para regularizar os repasses e limpar os nomes dos trabalhadores prejudicados.
Caso pode gerar ações judiciais e investigação
Diante da gravidade, servidores já discutem medidas judiciais e acionamento de órgãos de controle. O caso pode resultar em indenizações por danos morais, responsabilização administrativa e investigação sobre o destino dos recursos descontados.
Enquanto isso, no Serasa, servidores pagam empréstimos, mas a prefeitura não repassa aos bancos, mantendo trabalhadores injustamente negativados e ampliando a crise de confiança na gestão municipal.