Atendimento desumano a paciente com hanseníase em Campina Grande foi denunciado pela vereadora Jô Oliveira durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (4) na Câmara Municipal de Campina Grande.
A parlamentar relatou que um paciente com hanseníase recebeu atendimento na garagem de uma unidade de saúde do município, em um espaço improvisado e sem condições adequadas de privacidade e dignidade.
Paciente teria sido atendido na garagem da unidade
Segundo a denúncia apresentada em plenário, o local destinado ao atendimento especializado possui barreiras estruturais que dificultam o acesso de pacientes, como escadas e obstáculos que impedem a entrada adequada de pessoas com mobilidade reduzida.
Diante da impossibilidade de acessar o espaço interno, o paciente teria recebido atendimento na área externa da unidade, nas proximidades de uma ambulância. Conforme o relato, procedimentos como curativos foram realizados nesse ambiente improvisado.
Para Jô Oliveira, o episódio caracteriza atendimento desumano a paciente com hanseníase em Campina Grande e revela falhas estruturais graves na rede pública municipal.
Falta de estrutura e acolhimento
Durante a fala na tribuna, a vereadora destacou que a hanseníase exige acompanhamento contínuo e atenção especializada. Além disso, lembrou que a doença ainda carrega forte estigma social, o que torna essencial garantir privacidade e acolhimento adequado.
Segundo a parlamentar, o mínimo que se espera é respeito e um ambiente apropriado para o atendimento. Ela afirmou que o caso expõe não apenas um problema físico na unidade, mas uma deficiência no cuidado humanizado oferecido aos pacientes.
Paciente afirmou que não pretende retornar
Ainda de acordo com o relato apresentado na Câmara, o paciente declarou que não retornará ao serviço após o ocorrido, pois se sentiu desrespeitado diante da forma como foi atendido.
Para Jô Oliveira, essa consequência demonstra o impacto direto que situações como essa provocam na adesão ao tratamento. Quando o atendimento desumano a paciente com hanseníase em Campina Grande ocorre, o risco não é apenas individual, mas também coletivo, já que o abandono do tratamento pode gerar complicações e dificultar o controle da doença.
Vereadora cobra providências
Por fim, a vereadora afirmou que seguirá acompanhando o caso e cobrando adequações estruturais e administrativas na rede municipal de saúde. Ela reforçou que o direito à saúde não se resume ao acesso ao medicamento, mas inclui condições dignas e humanas de atendimento.
O caso agora amplia o debate sobre a qualidade dos serviços públicos de saúde em Campina Grande e sobre a responsabilidade da gestão municipal em garantir atendimento adequado a todos os cidadãos.