A última década mais quente já registrada foi confirmada nesta segunda-feira (23) em relatório da Organização Meteorológica Mundial (WMO). O documento revela que o período entre 2015 e 2025 registrou temperaturas recordes desde o início das medições, em 1850.
Além disso, a última década mais quente já registrada reforça o avanço acelerado das mudanças climáticas e intensifica os alertas de especialistas sobre os impactos no planeta.
Segundo o relatório, o ano de 2025 está entre os mais quentes da história, com temperatura média global cerca de 1,43°C acima dos níveis pré-industriais.
ONU alerta para emergência climática
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que a situação atual exige ação imediata.
De acordo com ele, a última década mais quente já registrada não pode ser tratada como coincidência, mas sim como um sinal claro de crise climática.
Além disso, Guterres destacou que o planeta está sendo levado além de seus limites naturais. Ele também ressaltou que os principais indicadores climáticos estão em níveis críticos.
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Gases de efeito estufa impulsionam aquecimento
A última década mais quente já registrada está diretamente ligada ao aumento das emissões de gases de efeito estufa. Substâncias como dióxido de carbono, metano e óxido nitroso continuam elevando a temperatura da atmosfera e dos oceanos.
Consequentemente, esse processo tem provocado o derretimento acelerado de geleiras e o aumento do nível do mar.
Além disso, o relatório aponta que 91% do calor acumulado é absorvido pelos oceanos, o que intensifica o aquecimento das águas e afeta diretamente os ecossistemas marinhos.
Eventos extremos se tornam mais frequentes
Outro reflexo da última década mais quente já registrada é o aumento de eventos climáticos extremos em todo o mundo.
Entre os principais impactos estão:
- ondas de calor intensas
- chuvas torrenciais
- ciclones tropicais
- secas prolongadas
Esses fenômenos, por sua vez, têm causado mortes, prejuízos econômicos e deslocamento de populações.
Impactos na saúde e na economia global
A última década mais quente já registrada também tem impactos diretos na saúde pública. Doenças transmitidas por água e vetores tendem a crescer, especialmente em regiões mais vulneráveis.
Além disso, cerca de 1,2 bilhão de trabalhadores estão expostos a riscos relacionados ao calor extremo, principalmente nos setores de agricultura e construção civil.
Como resultado, há perdas de produtividade e aumento da insegurança alimentar em diversas partes do mundo.
Cenário exige ação urgente
Diante desse cenário, especialistas alertam que a última década mais quente já registrada reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes para conter o aquecimento global.
Além disso, a integração de dados climáticos com sistemas de saúde pode ajudar na prevenção de impactos mais graves.
Por fim, o relatório destaca que as mudanças em curso podem durar séculos, o que torna urgente a redução das emissões e a adoção de medidas sustentáveis em escala global.
Com informações da Agência Brasil.