O dólar passou a custar cerca de R$ 4,99 no Brasil após dois anos, marcando um dia histórico para o mercado financeiro nesta segunda-feira (13). Além disso, o dólar abaixo de R$ 5 não apenas simboliza um momento de valorização do real, mas também reflete mudanças importantes no cenário internacional.
A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 4,9970, com queda de 0,29%, chegando a atingir a mínima de R$ 4,9835 durante a sessão. No acumulado do mês, o dólar abaixo de R$ 5 já representa uma queda de 3,5%. Já no ano, a desvalorização chega a 9%, reforçando a tendência de enfraquecimento da moeda.
Esse movimento de dólar abaixo de R$ 5 não ocorreu de forma isolada. Pelo contrário, o cenário externo foi decisivo, especialmente após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando uma possível retomada de diálogo com o Irã.
Alívio geopolítico influencia o dólar abaixo de R$ 5
O dólar abaixo de R$ 5 foi impulsionado por uma mudança no clima de tensão internacional. Inicialmente, o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã no fim de semana aumentou o receio de prolongamento do conflito. Como consequência, cresceu também o temor de alta nos preços do petróleo.
No entanto, a sinalização de interesse do Irã em retomar negociações trouxe alívio aos mercados globais. Com isso, houve redução da pressão sobre ativos de risco, o que contribuiu diretamente para a queda do dólar abaixo de R$ 5.
Mesmo com o petróleo ainda próximo dos US$ 100 o barril, os investidores reagiram positivamente. Ou seja, a simples possibilidade de distensão diplomática já foi suficiente para melhorar o humor do mercado.
Ibovespa acompanha e atinge máxima histórica
Ao mesmo tempo, o ambiente mais favorável impulsionou a bolsa brasileira. O Ibovespa fechou em alta de 0,34%, atingindo inéditos 198.000,71 pontos.
A alta do índice reforça o impacto do dólar abaixo de R$ 5 no mercado financeiro. Além disso, indica maior apetite por risco por parte dos investidores.
Nos Estados Unidos, os principais índices também avançaram. Por exemplo, o Dow Jones subiu 0,63%, enquanto o S&P 500 avançou 1,02%. Já o Nasdaq registrou alta de 1,23%.
Dessa forma, o movimento global reforça que o dólar abaixo de R$ 5 está inserido em um contexto mais amplo de melhora no humor dos mercados internacionais.
Juros dos EUA e cenário externo favorecem o real
Outro fator que ajudou a consolidar o dólar abaixo de R$ 5 foi a queda nos rendimentos dos títulos públicos norte-americanos, os chamados Treasurys.
Com os juros mais baixos, o dólar perde força globalmente. Consequentemente, moedas emergentes, como o real, ganham espaço. Além disso, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas fortes — também registrou queda, reforçando esse movimento.
Dólar abaixo de R$ 5 não era visto desde 2024
A última vez que o dólar abaixo de R$ 5 havia sido registrado foi em março de 2024. Desde então, a moeda vinha operando acima desse patamar, considerado simbólico pelo mercado.
Agora, o retorno do dólar abaixo de R$ 5 reacende discussões sobre o cenário econômico brasileiro. Ao mesmo tempo, evidencia a forte influência do ambiente internacional na cotação da moeda.
Por fim, com o dólar abaixo de R$ 5, o mercado financeiro inicia a semana com sinais positivos. Ainda assim, investidores seguem atentos aos desdobramentos geopolíticos, que continuam sendo determinantes para os próximos movimentos da economia global.