Uma manifestação contra os cortes no orçamento das universidades públicas durante o governo do presidente argentino Javier Milei terminou em confrontos com a polícia nesta quinta-feira, em Buenos Aires. O ato reuniu estudantes, professores e outros manifestantes que cobravam o cumprimento de uma lei aprovada pelo Congresso para recuperar o financiamento universitário.
A mobilização ocorreu em frente ao Congresso Nacional e reuniu uma multidão com bandeiras e cartazes em defesa da educação pública. Antes do encerramento do protesto, confrontos entre policiais e um grupo minoritário de manifestantes deixaram feridos.
Universidades cobram cumprimento da lei
Os manifestantes exigiam que o governo cumprisse a legislação aprovada pelo Congresso para reverter os cortes no orçamento das universidades. Segundo o relato divulgado, a administração Milei vinha ignorando a medida, apesar de decisões judiciais relacionadas ao tema.
A Universidade de Buenos Aires (UBA), que reúne mais de 300 mil estudantes, participou da mobilização. A instituição estima que os salários de seus professores perderam cerca de 30% do poder de compra durante a atual gestão.
“Não vamos normalizar o descumprimento da lei. As leis devem ser cumpridas. Sempre”, publicou a universidade nas redes sociais ao convocar o ato.
Professores defendem universidade pública
A mobilização também expressou a preocupação de profissionais da educação com a falta de recursos para manter o funcionamento das instituições de ensino superior.
Em entrevista à Reuters, Juan Sgró, professor da Faculdade de Artes da Universidade Nacional de Córdoba, afirmou que a reivindicação era pelo financiamento das universidades.
“Vamos continuar lutando pela universidade pública, gratuita e de qualidade”, declarou.
Protestos ocorreram em outras cidades
Além de Buenos Aires, manifestações contra os cortes na educação foram registradas em outras cidades argentinas, entre elas Rosário e Córdoba.
Os atos fazem parte da mobilização de estudantes, professores e setores da sociedade contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo Milei. A administração argentina defende a redução dos gastos públicos como parte de sua estratégia econômica para controlar a inflação.
