Um áudio atribuído a uma testemunha relata como começou a confusão que terminou na morte de Bismarck, ex-jogador de Campinense e Fortaleza. O atleta, de 36 anos, morreu após um ataque a tiros na madrugada da sexta-feira (6), em Natal, no Rio Grande do Norte.
Segundo a Polícia Civil, um homem atingiu Bismarck com disparos durante um desentendimento em um bar, no bairro Cidade Alta. Equipes de socorro levaram o jogador ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, mas ele não resistiu aos ferimentos.
Na gravação, a testemunha afirma que Bismarck estava no local com Fabinho, seu primo, e um homem identificado como Dercy. De acordo com o relato, a confusão começou quando Fabinho tentou conversar com uma mulher que estava acompanhada de outro homem.
Durante a discussão, o acompanhante da mulher teria pegado uma garrafa. Em seguida, Dercy teria reagido com um golpe no rosto do homem e quebrado o objeto. Ainda conforme a testemunha, depois da agressão, o homem afirmou que iria até casa e voltaria. A gravação relata que ele retornou armado e disparou várias vezes contra as pessoas que estavam no local.
Os tiros atingiram Bismarck. Segundo a testemunha, o jogador chegou sem vida ao atendimento médico. Fabinho também sofreu um ferimento na região do quadril e passou por cirurgia.
Após o ataque, o suspeito fugiu, ainda conforme o relato. A Polícia Civil informou que o crime ocorreu após um desentendimento com um homem. A suspeita inicial aponta que a discussão teria sido motivada por ciúmes.
Quem era Bismarck, ex-jogador do Campinense e Fortaleza
Bismarck tinha 36 anos e construiu carreira em clubes tradicionais do futebol nordestino. Revelado pelo Fortaleza, o meia também defendeu equipes como CSA e Santa Cruz.
No Campinense, o jogador integrou o elenco que conquistou a Copa do Nordeste. Com a camisa 10, ele se destacou na campanha que marcou a história do clube paraibano.
Além disso, Bismarck tinha contrato acertado com o Olimpia-MA para disputar o Campeonato Maranhense de 2027. Após a notícia da morte, clubes por onde passou publicaram homenagens ao atleta.
Relato ainda precisa ser confrontado com a investigação
O áudio apresenta uma versão sobre a dinâmica da ocorrência. No entanto, a investigação policial ainda precisa esclarecer os detalhes da discussão, da agressão com a garrafa e do retorno do suspeito armado.
Até o momento, o material disponível não confirma oficialmente a identidade do autor dos disparos nem a quantidade exata de tiros. A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias do crime.
