A queda na popularidade de Donald Trump pode representar um obstáculo para o Partido Republicano nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3). Com aprovação em torno de 38%, o presidente enfrenta o risco de perder o controle do Congresso, atualmente dominado por seu partido.
Segundo dados do site de pesquisas Silver Bulletin, Trump começou seu segundo mandato com aprovação pouco acima de 50%. O índice, porém, caiu rapidamente e passou a oscilar na faixa dos 40%. No momento, está próximo de 38%.
A redução da aprovação ganhou força após a decisão do presidente de lançar ataques aéreos contra o Irã, em conjunto com Israel, no fim de fevereiro. Na ocasião, a avaliação positiva de Trump estava em aproximadamente 42%. Pouco depois, caiu para menos de 40%.
Histórico aumenta pressão sobre republicanos
As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, renovam a Câmara dos Representantes e parte do Senado. A votação também funciona como uma avaliação do governo federal na metade do mandato presidencial.
O histórico recente reforça a atenção sobre os índices de aprovação. No mesmo período de seu primeiro mandato, há oito anos, Trump tinha 43% de aprovação. Joe Biden registrava 40% no mesmo ponto de seu governo.
Nos dois casos, os presidentes perderam o controle da Câmara dos Representantes nas eleições seguintes, embora tenham mantido a maioria no Senado.
Resultado pode limitar agenda de Trump
Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas do Congresso. Uma vitória dos democratas em uma ou nas duas disputas pode mudar a correlação de forças em Washington.
Se perderem a maioria, os republicanos poderão enfrentar dificuldades para aprovar projetos e avançar com a agenda do governo. Além disso, a oposição poderá ampliar a fiscalização das ações da Casa Branca.
Por isso, a votação desta terça-feira é considerada um teste político para Trump. O resultado mostrará o peso da queda de popularidade do presidente sobre o desempenho de seu partido e poderá definir as condições políticas para os dois últimos anos de seu mandato.
