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Jô Oliveira denuncia falta de repasse da prefeitura em consignados de servidores

Jô Oliveira (PCdoB) acionou o Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra a Secretaria Municipal de Administração. Jô Oliveira (PCdoB) acionou o Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra a Secretaria Municipal de Administração.
A representação foi protocolada nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026.

A situação dos consignados de servidores municipais de Campina Grande voltou ao centro do debate político nesta terça-feira (9). Durante sessão na Câmara Municipal, a vereadora Jô Oliveira (PCdoB) denunciou uma possível irregularidade envolvendo empréstimos consignados de trabalhadores da Prefeitura.

Segundo a parlamentar, diversos servidores procuraram seu mandato após descobrirem que estavam com os nomes negativados em órgãos de proteção ao crédito, mesmo tendo os descontos dos empréstimos realizados regularmente nos contracheques.

De acordo com Jô Oliveira, os relatos recebidos apontam para uma situação considerada grave, já que os trabalhadores afirmam que as parcelas continuam sendo descontadas dos salários, enquanto as instituições financeiras registram inadimplência.

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Servidores relatam prejuízos financeiros

Durante o pronunciamento, a vereadora informou que vários servidores enfrentaram dificuldades ao tentar acessar crédito, financiar imóveis e realizar operações bancárias.

“Vários servidores me procuraram durante o fim de semana dizendo que descobriram que seus nomes estavam no SPC e em órgãos de proteção ao crédito. O mais grave é que os descontos continuam sendo realizados nos salários dessas pessoas”, afirmou.

Além disso, a parlamentar destacou que muitos trabalhadores só descobriram o problema quando buscaram algum tipo de financiamento ou serviço bancário.

Jô Oliveira cobra esclarecimentos sobre consignados de servidores municipais

Diante das denúncias, Jô anunciou o envio de um ofício à Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal. O objetivo é obter informações sobre os convênios relacionados aos consignados de servidores municipais mantidos pela Prefeitura de Campina Grande.

Segundo a vereadora, é necessário verificar se os valores descontados dos contracheques estão chegando efetivamente às instituições financeiras responsáveis pelos contratos.

“Se o recurso está sendo descontado do contracheque do servidor e não está chegando ao banco, estamos diante de uma situação extremamente grave. Isso precisa ser esclarecido imediatamente”, declarou.

Possível irregularidade preocupa servidores

Ainda durante a sessão, Jô Oliveira afirmou que uma eventual retenção dos recursos destinados aos consignados de servidores municipais pode configurar uma grave irregularidade administrativa.

Por isso, ela defendeu uma investigação rigorosa para esclarecer os fatos e garantir segurança aos trabalhadores afetados.

Além do pedido de informações à Caixa Econômica Federal, a vereadora solicitou apoio dos demais parlamentares para que o requerimento seja subscrito coletivamente pela Câmara Municipal.

Vereadora pede união da Câmara em defesa dos trabalhadores

Para Jô Oliveira, a situação ultrapassa disputas políticas e exige uma resposta rápida dos órgãos responsáveis.

Segundo ela, o problema afeta diretamente a vida financeira de servidores que dependem de crédito e que, muitas vezes, só descobrem a negativação quando precisam realizar operações importantes.

“Estamos falando de trabalhadores e trabalhadoras que estão sendo prejudicados sem sequer saber o que aconteceu. Essas pessoas estão descobrindo o problema quando tentam financiar uma casa, fazer uma compra ou acessar crédito. É uma situação muito séria e que exige respostas urgentes”, concluiu.

Enquanto aguarda os esclarecimentos solicitados, a denúncia sobre os consignados de servidores municipais aumenta a pressão sobre a Prefeitura de Campina Grande e acende um alerta entre trabalhadores que possuem contratos de empréstimo descontados diretamente na folha de pagamento.

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